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O Convite

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Intimidades colocadas à mesa

Por Isis Cruz


Além de ter sido aplaudido de pé no Sundance Film Festival 2026, O Convite também ganhou destaque por se tornar o filme mais disputado da temporada, sendo adquirido pela A24 por um valor milionário após 72 horas de negociações. O feito recoloca Olivia Wilde no centro das atenções, agora em seu terceiro longa-metragem como diretora.


Na trama aparentemente simples, Joe (Seth Rogen) e Angela (a própria Olivia Wilde) são um casal preso à monotonia acumulada ao longo de anos de casamento e decidem convidar os novos vizinhos para um jantar. Esse segundo casal, que parece viver o oposto dos protagonistas, é interpretado por Penélope Cruz e Edward Norton. Juntos, os quatro formam um contraste palpável sob qualquer aparência de estabilidade. O elenco de peso faz qualquer sala de jantar parecer pequena, sustentado por um roteiro escrito pela diretora em parceria com Rashida Jones, Will McCormack e o espanhol Cesc Gay, roteirista e diretor de Truman, sucesso estrelado por Ricardo Darín.


O filme faz parecer simples aquilo que raramente é. Entre pequenas provocações, silêncios desconfortáveis e confissões inesperadas, somos colocados à mesa como convidados indiscretos, observando situações capazes de provocar gargalhadas e constrangimento quase na mesma medida. Os atores revelaram ter trabalhado a partir de um “jogo de emoções honestas”, encontrando a própria química e improvisando sempre que sentiram necessidade.


Ao longo do jantar, é possível sentir a colisão dessas duas realidades, em que monogamia, intimidade e insegurança se tornam assuntos tortuosos. Ficamos na dúvida se queremos ouvir mais ou se preferimos que aquele constrangimento espinhoso acabe logo. Talvez porque, por trás de rostos tão conhecidos, seja difícil não reconhecer algo de nós mesmos.


Confira o trailer



O Convite | Estreia 09.07.2026 | Dir. Olivia Wilde | EUA | Drama/Biografia | 107 min.

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