Honestino
- há 24 horas
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O legado de uma ausência
Por Emily Almeida
Honestino Guimarães foi, e continua sendo, um dos principais símbolos da resistência estudantil à ditadura militar no Brasil. Líder da geração de 1968 e presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi sequestrado e preso pelo regime em 1973, aos 26 anos. Depois disso, nunca mais foi visto.
A história chega aos cinemas neste mês em Honestino, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso. Alternando cenas de ficção com imagens e arquivos reais da época, o filme cria uma atmosfera documental que aproxima ainda mais o espectador dos acontecimentos retratados. Produzido por Nilson Rodrigues, o longa reúne depoimentos de familiares, amigos, políticos e antigos companheiros de militância, entre eles Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa de Honestino.
O interesse de Aurélio Michiles em dirigir o filme vai muito além do resgate histórico. O cineasta conheceu Honestino em 1968 e acompanhou de perto parte de sua trajetória, o que confere à obra uma perspectiva bastante pessoal. "Nosso propósito é não deixar o personagem congelado numa fotografia antiga, mas torná-lo tangível, vivo. O ontem é hoje, e o hoje pode ser o futuro", afirma Michiles.
Este momento é especialmente importante para o cinema brasileiro, que vem recebendo grande reconhecimento do público e da crítica internacional com títulos ambientados no mesmo período, como Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Honestino também merece ser lembrado e celebrado por recuperar a trajetória de um dos maiores símbolos da resistência estudantil brasileira. Em um país marcado por sucessivas tentativas de apagamento histórico, revisitar essa história é também uma forma de preservar a memória e impedir que períodos como esse voltem a se repetir.
Confira o trailer
Honestino | Estreia 13.08.2026 | Dir. Aurélio Michiles | Brasil | Drama/Documentário | 88 min.




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